terça-feira, 30 de setembro de 2008

Metade de mim...

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

(Oswaldo Montenegro)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

"Brasilidade"

Na terra dos tupiniquins quem nao chora nao mama.
Originalidade e perseverança sao sinonimos para definirmos nós brasileiros como um povo empreendedor.
Aqui ou melhor lá, tudo se trambica, nada se negocia afinal Brasil é a terra de todos os santos, santas, orixás mas garanto-lhes que tudo se pode, tudo se consegue.
Vejamos pelo lado bom, cara ou coroa.
O jeitinho brasileiro cativa o gringo e engorda o bolso do malandro, é quem nao morre nao ve Deus como diz meu velho amigo e assim vamos de vento e popa ou melhor na crista da onda...
Driblando os desafios, enganando a fome e alimentando os sonhos.
Motivaçao!
Afinal, aprendemos a nos contentar com tao pouco e dizemos sempre, alegria de pobre dura apenas segundos e a fama tambem ,logo sem persebermos la vem uma inflaçao, instabilidade economica,mensalao,tantas falcatruas que resumindo :
Brasileiros , povo guerreiro!
Agradeço por nao sermos raça ariana, e sim uma "mistureba" cultural, nossa força vem de todos os cantos e por isso digo: "um tanto loucos...determinados" e aquilo que é complicado para eles, tiramos de letra!
Para tudo se da um jeitinho, dificuldade pra que ,porque quem tem pressa come cru!
A baianidade reina sobre todos nós, devagar e sempre.
Se nao temos, emprestamos ou inventamos...
Portugues nossa língua portuguesa, e o tupi-guarani quem se habilita?
"All right" , ninguem se habilitaria parlare o "indianes".
Esta ai, somos originais!
E como diz o hino da independencia:
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Verissimo



.....Depende de quem ouve.Depende de quem conta.Depende de quem le.
Estou eu lendo, página 41 tentando descobrir as "Mentiras que os homens contam" do bem humorado Verissimo quando ....
Enfim...esta ai:
OS MORALISTAS
— Você pensou bem no que vai fazer, Paulo?
— Pensei. Já estou decidido. Agora não volto atrás.
— Olhe lá, hein, rapaz...
Paulo está ao mesmo tempo comovido e surpreso com os três amigos. Assim que souberam do seu divórcio iminente, correram para visitá-lo no hotel. A solidariedade lhe faz bem. Mas não entende aquela insistência deles em dissuadi-lo. Afinal, todos sabiam que ele não se acertava com a mulher.
— Pense um pouco mais, Paulo. Reflita. Essas decisões súbitas...
— Mas que súbitas? Estamos praticamente separados há um ano!
— Dê outra chance ao seu casamento, Paulo.
— A Margarida é uma ótima mulher.
— Espera um pouquinho. Você mesmo deixou de freqüentar nossa casa por causa da Margarida. Depois que ela chamou vocês de bêbados e expulsou todo mundo.
— E fez muito bem. Nós estávamos bêbados e tínhamos que ser expulsos.
— Outra coisa, Paulo. O divórcio. Sei lá.
— Eu não entendo mais nada. Você sempre defendeu o divórcio!
— É. Mas quando acontece com um amigo...
— Olha, Paulo. Eu não sou moralista. Mas acho a família uma coisa importantíssima. Acho que a família merece qualquer sacrifício.
— Pense nas crianças, Paulo. No trauma.
— Mas nós não temos filhos!
— Nos filhos dos outros, então. No mau exemplo.
— Mas isto é um absurdo! Vocês estão falando como se fosse o fim do mundo. Hoje, o divórcio é uma coisa comum. Não vai mudar nada.
— Como, não muda nada?
— Muda tudo!
— Você não sabe o que está dizendo, Paulo! Muda tudo.
— Muda o quê?
— Bom, pra começar, você não vai poder mais freqüentar as nossas casas.
— As mulheres não vão tolerar.
— Você se transformará num pária social, Paulo.
— O quê?!
— Fora de brincadeira. Um reprobo.
— Puxa. Eu nunca pensei que vocês...
— Pense bem, Paulo. Dê tempo ao tempo.
— Deixe pra decidir depois. Passado o verão.
— Reflita, Paulo. É uma decisão seriíssima. Deixe para mais tarde.
— Está bem. Se vocês insistem...
Na saída, os três amigos conversam:
— Será que ele se convenceu?
— Acho que sim. Pelo menos vai adiar.
— E no solteiros contra casados da praia, este ano, ainda teremos ele no gol.
— Também, a idéia dele. Largar o gol dos casados logo agora. Em cima da hora. Quando não dava mais para arranjar substituto.
— Os casados nunca terão um goleiro como ele.
— Se insistirmos bastante, ele desiste definitivamente do divórcio.
— Vai agüentar a Margarida pelo resto da vida.
— Pelo time dos casados, qualquer sacrifício serve.
— Me diz uma coisa. Como divorciado, ele podia jogar no time dos solteiros?
— Podia.
— Impensável.
— É.
— Outra coisa.
— O quê?
— Não é reprobo. É réprobo. Acento no "e".
— Mas funcionou, não funcionou?

...E se para um entendedor meia palavra basta!
Preciso complementar com algo?




terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sr. EMPADA

...e o assunto de hoje rendeu!
Desabafo!
Economia nao era o tópico,mas acabou levando ao Tropicalismo e dois passinhos para Exposiçao no Museu de Arte Moderna - TOKYO...
Ufa, fomos longe!..
E de desfecho: Aprenda a nao depender do DINHEIRO, voce é brasileira ....
"PAUSA" !!!HUMMM!!!
Ou ja se esqueceu?..
Nao era bem isso que queria ouvir,mas acho que foi o suficiente e o necessario.
Comecei a pensar naquilo que nao estava pensando em pensar.
COMPLEXO!
...
.....resumindo:Novas idéias sao sempre bem-vindas! (elas te tiram da rotina)
Ah! E um amigo tagarela, melhor ainda! (rs)